SER BALANÇADO OU BALANÇAR

Thais Lefcadito • November 10, 2021

O que você vê na primeira foto? E na segunda?

Balançar

Como o bebê da primeira foto chegou ali? Sem dúvida com a ajuda de outra pessoa. Uma criança mais velha ou um adulto. Qual parte do seu corpo está realmente ativa? Que domínio ele tem sobre esse balançar? O controle e o protagonismo da brincadeira está na mão de quem balança. A velocidade, a intensidade, o quando parar. 

E na segunda foto?

A criança da segunda foto é mais velha, consegue controlar como, quando e por quanto tempo balançar. É o agente ativo e o protagonista do seu brincar. Vai só até onde quer e até onde seu corpo permitir. 


“Mas ele/ela gosta! Sorri pra mim!” O riso, nem sempre sai só por alegria. Pode ser por nervosismo, por agitação ou por sobre-excitação. 


Surpreende que muitos parquinhos públicos disponham somente do primeiro tipo de balanço. Supostamente mais seguro, a criança depende do adulto para subir, para balançar, para descer. São para que os adultos sejam ativos nesse brincar e para que as crianças tenham somente as sensações ou reações a essa atividade do adulto. 


A criança precisa sim ter experiências de equilíbrio, desequilíbrio, de passar pelo centro e ir para a periferia. Mas ela precisa ter domínio sobre como vive isso. 


O sentido do equilíbrio vai amadurecendo gradualmente(o que pode demorar uma grande parte da sua primeira infância).


Quando a criança já é capaz de usar bem as palavras e se expressar bem, pode ser um momento gostoso de interação, sem dúvida. Ainda assim, não é mais saudável que a criança seja mestre do seu brincar? O adulto pode estar sempre perto, e encontrar outras formas de acompanhar. 


Que ela encontre a maneira de subir, balançar (para os mais novos, balançar apoiando a barriga pode ser um bom começo), aumentar ou diminuir a intensidade, rodopiar ou balançar para frente e para trás, descer. 


Você já tinha parado para pensar nisso?

RITMO
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
Já falei sobre ritmo antes aqui, é um dos temas que mais intriga e guia durante o primeiro setênio. Qual é o seu ritmo? Como você estabelece um ritmo adequado com bebês? Com crianças mais velhas? Com mais de um filho? Por que ritmo e não rotina?
O QUE MUDA?
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
Por que a gente acompanha as crianças do jeito que a gente faz? O que muda com as nossas pequenas decisões no dia a dia das crianças?
“SER ANDADO” OU ANDAR
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
Aposto um dinheirinho que você também tem a imagem de um bebê começando a caminhar segurando o dedo ou a mão de um adulto. Muitos de nós crescemos assim. Inclusive nos enche de ternura, ver uma mãe ou um avô segurando as duas mãozinhas do bebê.
OLHAR O COMPORTAMENTO SEM JULGAMENTO
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
Quantos comportamentos dos teus filhos te tiram o sono, a leveza, o centro, e às vezes até a paz? Sem dúvida a gente já escutou mais de uma vez e em mais de um lugar (seja por profissionais da educação e por aquela sábia tia-avó que já criou mais de dez crianças) que simplesmente são:
COMO ACOMPANHAR CUIDADOS DESAGRADÁVEIS
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
O bebê ou a criança precisa tomar uma vacina? Vai ao médico olhar o ouvido em plena crise de otite? É preciso limpar seu nariz várias vezes ao dia? Quais alternativas temos para acompanhar de forma respeitosa essa criança, que deixa de ser um sujeito passivo nas mãos de adultos e pode, de alguma forma, conhecer e inclusive se envolver no seu próprio cuidado, ainda que não seja a coisa mais agradável do mundo?
CUIDADOS DESAGRADÁVEIS
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
Estamos falando daquelas pequenas ações de cuidados que podem provocar reações muito desagradáveis. Tomar um xarope ruim para dor de garganta, uma vacina, limpar o nariz com soro fisiológico em um resfriado. Para algumas crianças, limpar a boca após a refeição ou lavar o cabelo no banho gera desconforto.
O ESPAÇO PESSOAL QUANDO TUDO SAI DO EIXO.
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
E já daria para escrever uns 3 e-books sobre o desafio de enfrentar a necessidade de previsibilidade das crianças, os tempos de adaptação, expectativa X realidade, rede de apoio e sobre como lidar com os perrengues e imprevistos com o máximo de leveza possível.
QUE O MATERNAR POSSÍVEL NÃO OFUSQUE A MÃE QUE QUERO SER
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
Lendo o texto da @leticiagicovate na @revistatpm pensei em muitos dos textos que li nos últimos dois anos, desde a gravidez. Deliciosos como este, que trazem aquela sensação de alívio, aquele suspiro junto com um: “nossa, que bom que está tudo bem se eu não falar sempre cantando em pentatônico, se o caos também invadir a minha casa (e a minha mente) de vez quando e se _________ (tudo o que você achar que cabe aqui).”
VOCÊ CONHECE A RELAÇÃO DESTES 3 PRINCÍPIOS COM A PEDAGOGIA WALDORF? BONDADE, BELEZA, VERDADE.
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
Nos seus primeiros anos, a criança depende bastante do cuidado, do alimento (em seu sentido amplo) e da orientação dada pelo acompanhamento do adulto.
NÃO EXISTEM CRIANÇAS MÁS
Por Thais Lefcadito • 10 de novembro de 2021
“No meu mundo não existem crianças más. Apenas jovens impressionáveis e conflituosos, lutando contra emoções e impulsos, tentando comunicar seus sentimentos e necessidades da única maneira que têm agora.”